Biofábricas: Inovação representa evolução da tecnologia no agronegócio

As biofábricas são uma inovação em franca expansão no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira de Controle Biológico (ABCBio),  o mercado de biodefensivos cresceu expressivos 77% de 2017 a 2018, saltando para um faturamento de R$ 464,5 milhões. No entanto, essa receita ainda não considera o uso da tecnologia para a elaboração de fármacos e a produção de mudas em larga escala.

Embrapa é pioneira no país no uso de tecnologia de biofábricas

As informações são de Xico Graziano, ex-presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e professor da GVAgro. O especialista participou da reunião conjunta das comissões de Sustentabilidade e de Agrobusiness da Câmara de Comércio Internacional França-Brasil de São Paulo (CCIFB-SP), no dia 14 de outubro. O último encontro a tratar de tema ambiental e agricultura foi a visita de Roberto de Souza, do Ministério do Meio Ambiente.

Segundo Graziano, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é a pioneira no Brasil no desenvolvimento e uso das tecnologia de manipulação genética e de biofábricas. Inclusive, a companhia estatal foi a responsável pela engenharia de semente de soja modificada para produzir cianovirina, composto utilizado no combate à Aids.

Mitos relacionado ao uso de defensivos agrícolas preocupam Graziano

Os mitos sobre o uso de defensivos agrícolas e do sistema de produção da agricultura brasileira são assuntos que preocupam Graziano. No entanto, segundo Graziano, esses mitos podem, inclusive, prejudicar o desenvolvimento tecnológico e os produtos agrícolas nacionais. Um exemplo é a crença de que 70% dos alimentos no Brasil são produzidos por meio da agricultura familiar. Na verdade, os números apurados apontam para apenas 27%.

Graziano ressaltou que acredita na expansão do agronegócio brasileiro por meio das três funções principais das biofábricas. O primeiro no uso de elementos orgânicos como biodefensivos. O segundo, no entanto, como matéria-prima para fármacos e o terceiro como elemento de tecnologia e inovação para a produção de mudas em larga escala.

^