Brasil lidera investimentos em startups entre os países da América Latina

O ecossistema brasileiro reúne cerca de 13 mil startups e 77 comunidades, espalhadas em mais de 600 cidades. O número de startups dobrou entre 2012 e 2017, saltando de 2.519 para 5.147. Os empreendedores de startups – com negócios com até 3,5 anos de atividade – contabilizam 6,5 milhões de empregos formais e informais no Brasil. Não à toa, o país lidera em todas as etapas de investimento em startups entre os países da América Latina, com investimentos da ordem de US$ 1,3 bilhão em 2018.

 

Os dados forma apresentados pelo advogado Eduardo Felipe Matias, duas vezes ganhador do Prêmio Jabuti nas categorias Economia, Negócios e Direito, pelos livros “A Humanidade e suas Fronteiras: do Estado soberano à sociedade global” e “A Humanidade contra as Cordas: a luta da sociedade global pela sustentabilidade”, durante live realizada pelas comissões de Comércio Exterior e de Startups da Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB-SP), no dia 29 de setembro.

 

De acordo com Matias, as incubadoras e as aceleradoras têm impactos positivo no emprego e na economia. Segundo ele, mais de 3.500 startups já foram incubadas, gerando 14 mil empregos e R$ 110 milhões em impostos. Cerca de 2.000 startups foram aceleradas, gerando 4 mil empregos e R$ 94 milhões em impostos.

 

Sobre os novos negócios de impacto, o especialista ressaltou que cada região do Brasil tem negócios de impacto diretamente ligados aos seus principais problemas sociais e ambientais. No Sudeste, 4 em cada 10 soluções são focadas em gestão de resíduos. No Sul e Nordeste, cerca de 35% das iniciativas são voltadas para a energia limpa e 35% no Norte são voltadas para questões florestais.

 

Entres os principais obstáculos que o ecossistema brasileiro precisa superar, Matias destacou: a concentração de startups nas regiões Sul e Sudeste, a predominância masculina, segundo ele 74% das startups são formadas por equipes masculinas e cerca de 60% dos trabalhadores que atuam em tecnologia são homens brancos. O advogado também sinalizou o risco de insegurança jurídica do setor, a dificuldade de abertura e fechamentos de empresas e a redução de impostos.  O especialista também compartilhou os resultados do estudo “Sharing Good Practices on Innovation: understanding selected European startups ecosystems to foster innovative entrepreneurship in Brazil”. 

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