Felipe Dias dá dicas de como lançar aplicativos de sucesso no mercado

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil conta com 116 milhões de pessoas conectadas à internet. Esse número torna o país um dos maiores mercados digitais do planeta. O usuário brasileiro lidera os rankings no uso de redes sociais . Além disso, conta com 80 cerca de aplicativos em seus aparelhos celulares. Não é à toa que é campeão mundial na abertura de aplicativos de sucesso.

As informações, no entanto, foram apresentadas por Felipe Dias, da Fabapp, convidado da última reunião da Comissão de Marketing e Comunicação da Câmara de Comércio Internacional França-Brasil de São Paulo (CCIFB-SP) no dia 16 de outubro. O último encontro do grupo foi com Sandra Boccia, diretora de redação da revista PEGN.

Aplicativos têm funções básicas no mundo empresarial

Segundo Dias, o mercado digital em aparelhos celulares cresce no Brasil. Somente a sua empresa, uma plataforma de construção de aplicativos, propiciou o lançamento de 500 mil aplicativos nos últimos seis anos  e hoje conta com 4 mil assinantes. Em média, recebem 45 mil cadastros por mês em sua plataforma freemium. Os números da Fabapp, no entanto, revelam que 66% dos usuários de seu site são autônomos ou prestadores de serviços.

Os aplicativos têm duas funções básicas no mundo empresarial. Em primeiro lugar, podem ser o próprio negócio em si, como no caso do Waze e do Uber. Em segundo lugar, podem ser complementos de um negócio original, como um novo canal de atendimento, de serviço ou de marketing. Dias afirma que as organizações devem se atentar para o fato que as pessoas baixam um app somente por quatro motivos: para ir, para saber, para fazer ou para comprar.

Entender o tipo de produto que irá vender é segredo para negócios digitais de sucesso, afirma Felipe Dias

Dias acredita que o segredo para desenvolver um negócio digital de sucesso, no mercado do Brasil, campeão mundial na abertura de aplicativos, exige que o empreendedor brasileiro entenda qual o tipo de produto vai vender por aplicativos nos aparelhos celulares. Se é um serviço self-service (de baixo preço e baixa complexidade), se é um transacional (de alto preço e baixa complexidade) ou enterprise (de alto preço e alta complexidade). No entanto, se o produto for de baixo preço e alta complexidade, este é simplesmente inviável.

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