Inovação aberta e Corporate Venture

Saiba quais são os passos para inovar na nova economia

 

Na nova economia, a força competitiva das empresas está diretamente ligada à criatividade e capacidade de gerar novas ideias com foco em ampliar modelos de negócio. A disruptura tornou-se importante aliado na tarefa de reconstruir pensamentos e práticas nas organizações. Mas, por onde começar a inovar? Para discutir o tema, a Comissão Digital e Comissão Jurídica promoveram encontro no início do mês de abril na sede da Fábrica de Startups, parceira dessa iniciativa, que teve ainda apoio do escritório Vieira Rezende Advogados.

O Coordenador da Comissão Digital da CCIFB, Curador e Diretor de Vendas da MOX Digital, Xavier Leclerc, lembrou que cerca de 84% dos executivos afirmam ser importante inovar, entretanto, 78% do mesmo público admite que investe em ações de inovação incrementada, ou seja, aquelas voltadas para melhoria de pontos específicos da organização, sem incorporar a inovação como um processo necessário e fomentar novas formas de pensar soluções. “Não é por falta de vontade, mas por falta de caminho: Como fazer? Por onde começar? Quais os recursos que preciso dedicar? São as perguntas mais comuns que encontramos”, apontou.

Para o argentino Manuel Tanoira, advogado e especialista em Fundos de Capital de Risco da Tanoira Cassagne Abogados, um dos passos iniciais para incorporar a inovação aberta nas empresas é criar uma cultura interna apta a receber ações colaborativas desenvolvidas por grupos externos à organização. “As melhores ideias não virão de uma única equipe, um único departamento ou um único parceiro. Por essa razão é importante buscar dentro e fora das empresas as respostas de cada um dos desafios que surgem”, orientou.

Uma das formas de combinar ideias internas e externas em um processo de inovação aberta é através de programas de Corporate Ventures e com a participação de startups. Segundo o advogado Felipe Hanszmann, sócio do Vieira Rezende Advogados, e um dos responsáveis pela parceria do escritório com o grupo Nós 8 – Coletivo de profissionais que presta assessoria jurídica através de uma plataforma online para startups em fase inicial – cabe à empresa avaliar a melhor estrutura para seu projeto de acordo com os objetivos a serem alcançados. Ele lembrou que a organização poderá trabalhar com fundo de investimentos, hub de inovação ou ainda tornar-se um cliente anjo de uma startup. “A coisa mais importante antes de adotar qualquer estrutura é entender aonde a empresa quer chegar com a inovação aberta. Se deseja investir em marketing, cultura interna, ou ainda, lançar novos produtos e serviços, com metas de lucro. Tudo isso impacta na decisão”, destacou.

 

Quatro etapas para começar a inovar com startups

Hector Gusmão, cofundador da Fábrica de Startups, apresentou casos de sucesso de inovação corporativa através de projetos com startups. Ele destacou quatro etapas essenciais enfrentadas por empresas quando desejam apostar em inovação aberta:

O primeiro passo é a rejeição. É comum empresas não admitirem precisar de apoio através de startups, por exemplo, pois acreditam possuir internamente todos os recursos para inovação. Nesse caso, Gusmão lembrou: “Se a organização não tem cultura interna para se relacionar com startups irá fracassar”.

O segundo passo é a sensibilização.  Aqui, há o mapeamento inicial de que tipo de ação ou programa a empresa deseja desenvolver, mas ainda não é possível identificar precisamente formas para atender suas demandas.

Na terceira etapa, as oportunidades já foram identificadas, e desenvolve-se um plano inicial para inseri-las no negócio da empresa.

O último estágio consiste em concretizar o negócio via contratação, coinovação, investimento ou compra da startup.

 

(Fotos: CCIFB, Arthur Dalla)

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