As startups que avançam na crise

Na contramão de muitos modelos de negócio que estão sofrendo com os impactos do COVID-19, três startups avançam na crise e mostram como estão preparados para executar hoje ações que estavam previstas para daqui um ou dois anos. Conrado Rantin, Co-fundador da Onii, Guilherme Verdasca, CEO da Transfeera, e José Simões, Co-fundador do Zenklube, foram os convidados da comissão de Startup da Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB-SP), por webinar, no dia 6 de maio. A próxima comissão já está marcada e você pode conferir aqui. 

De acordo com Conrado Rantin, Co-fundador da Onii, o isolamento social impulsionou a instalação de lojas de conveniência automatizadas em condomínios. E é este o mercado que a Onii atua como um dos players do segmento. O aplicativo da loja piloto localizada em um condomínio de 240 casas, em São Carlos, interior de São Paulo, registrou de março para abril um aumento de 40% na taxa de conversão. Já são mais de 200 downloads do aplicativo. Segundo Rantin, o importante é aproveitar a tendência e estar preparado para atender as novas demandas dos consumidores. Sinalizou, ainda, que o desafio deles é trazer o planejamento de dois anos para os próximos meses. O motivo? A meta de abrir 300 lojas nos próximos 12 meses.

Outra startup que está surfando na onda de novas demandas por conta da pandemia é a Zenklube, que oferece sessões online com terapeutas, psicanalistas, psicólogos e coaches. Já são mais de 300 profissionais que oferecem os serviços por meio da plataforma. De acordo com José Simões, Co-fundador do Zenklube, por conta do COVID-19, a preocupação com o bem-estar das pessoas aumentou muito, principalmente por parte das empresas. Não à toa, a startup oferece produtos e serviços para empresas e pessoas físicas. Desde o início da quarentena, o aumento da procura pela plataforma foi de 400%. Segundo ele, o interesse por terapia online tem aumentado cerca de 10% a cada semana. Já são mais de 100 empresas como clientes e 500 mil vidas atendidas.

Já a Transfeera, especialista em soluções e tecnologia financeira, contou com o foco em processamento de pagamentos e validação de dados bancários para expandir o modelo de negócio diante da pandemia. Para Guilherme Verdasca, CEO da Transfeera, o grande crescimento do atendimento via delivery, por meio de empresas como iFood e Rappi, por exemplo, gerou a necessidade validação de dados de estabelecimentos que realizam cadastro nessas plataformas e de usuários. Verdasca ressaltou que o desafio hoje é ser um marketplace banking com aposta em dois produtos: validação de dados e pagamentos bancários. A startup conquistou recorde de pagamentos, cerca de 29 mil por dia, com os 17 funcionários trabalhando home office. Sobre o futuro, destacou a importância do trabalho de marketing e assessoria de imprensa, de um aporte de investimento de R$ 3 milhões e do cadastro autorizado pelo Banco Central.

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