Cinco passos para o Brasil voltar crescer

O Brasil cresce pouco há 40 anos. Um dos grandes motivos é a baixa produtividade da economia nacional. No período de 1996 a 2016, por exemplo, esse índice elevou-se 18% no mercado brasileiro, enquanto na média dos países emergentes – excluindo-se os latino-americanos, aumentou-se 148%.

 

As informações são do economista Marcos Lisboa, CEO do Insper, que participou da live Canal Aberto da Câmara de Comércio França-Brasil de São Paulo (CCIFB-SP) no primeiro dia de fevereiro. No último Canal Aberto, em 26 de janeiro, recebeu-se Romeu Zema, governador do estado de Minas Gerais.

 

Lisboa acredita que existem hoje cinco grandes passos a serem dados para destravar o crescimento econômico no Brasil. O primeiro deles é a promoção de uma Reforma Administrativa que iniba o aumento orgânico do gasto público no Brasil, bem como consiga diminuir o percentual das despesas obrigatórias no orçamento.

 

O segundo passo a ser vencido é a promoção de uma Reforma Tributária que melhore a arquitetura dos impostos no Brasil. A carga fiscal brasileira passou de 25% em 1995 para 34% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015. Na visão de Lisboa, a adoção de um sistema que inclua o modelo do Imposto de Valor Agregado (IVA) é a melhor solução.

 

Promover a internacionalização da economia brasileira, por meio de uma abertura econômica, é terceiro passo recomendado pelo economista. O quarto passo é vencer a insegurança jurídica que prejudica sobretudo o desenvolvimento dos grandes projetos de infraestrutura. Nesse caso, deve-se buscar o fortalecimento das agências reguladoras e limites a intervenções em contratos.

 

A melhoria na qualidade da gestão pública é o quinto e derradeiro passo sugerido por Lisboa. Na visão dele, entretanto, o Brasil não deve se ater apenas aos grandes ajustes. As pequenas reformas podem trazer também boa eficiência à economia brasileira. Como exemplo, o economista cita a criação do crédito consignado que diminuiu bastante os juros dos financiamentos de pessoas físicas no Brasil.

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