Desafios e oportunidades do setor de Energia, Petróleo & Gás

Comissão Jurídica realiza Fórum com a participação de representantes das empresas TAG (Grupo Engie) e Subsea 7. Membros da EPE e SEDEERI também integraram painel de debate

Representantes do setor público e de empresas parceiras estiveram reunidos no Fórum sobre as oportunidades e os desafios para o desenvolvimento do setor de Energia e Petróleo & Gás no Rio de Janeiro, uma iniciativa da Comissão Jurídica da CCI França-Brasil RJ. Membros das empresas Subsea 7 e Transportadora Associada de Gás – TAG, pertencente ao Grupo Engie, integraram os painéis de debate, compartilhando ações em curso e perspectivas de investimento, ao lado de representantes da da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais – SEDEERI, e da Empresa de Pesquisa Energética – EPE.

“O estado do Rio tem promovido ações em conjunto com o governo federal para estimular um novo mercado de gás, propondo um mercado dinâmico, aberto, competitivo e integrado à matriz energética”, destacou Bernardo Sarreta, Subsecretário de Óleo, Gás e Energia da SEDEERI.

Em 2018, o Brasil produziu 2,6 milhões de barris de petróleo por dia, marca que neste ano já alcança  2,9 milhões. De acordo com projeções da EPE, para 2030 a expectativa é que a produção atinja diariamente 5,5 milhões de barris, o que colocaria o Brasil no ranking dos cinco maiores produtores do mundo. “Temos um grande potencial de crescimento, muito em função do pré-sal, que possui suas principais áreas localizadas no Rio de Janeiro. Isso colocaria o estado como responsável por 77% da produção brasileira em 2030”, destacou José Mauro Ferreira Coelho, Diretor de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da EPE.

Para o Diretor de Marketing & Business VP da Subsea 7, Paulo Martins, essa perspectiva positiva do setor de O&G pode impactar o desenvolvimento de energias renováveis no país. “Precisamos utilizar todo potencial do óleo & gás para desenvolver tecnologias, e através da inovação e competitividade tornar as energias renováveis cada vez mais economicamente viáveis”, disse.

Com relação ao mercado de gás natural, Emmanuel Delfosse, Diretor Operacional da TAG, também avalia crescimento. “Acredito que o gás é o combustível da transição energética, e a aquisição da TAG está dentro do alinhamento estratégico da Engie de crescimento em energias renováveis e em infraestruturas. Temos como desafio estabelecer um novo arranjo regulatório que forneça mais segurança aos investidores”, declarou.

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