Gustavo Franco afirma que taxa de câmbio está alta no Brasil

O Brasil enfrenta quatro dilemas. O primeiro deles é uma taxa de câmbio muito elevada como nunca se viu desde meados dos anos 1990. A segunda é uma taxa de juros muitos baixa como nunca se viu desde meados dos anos 1980. O terceiro é o crescimento exponencial dos estímulos fiscais em razão da pandemia do COVID 19. Por fim, houve uma distorção na concessão dos auxílios emergenciais, principalmente nos estados do norte e do nordeste, que gerou um incremento artificial do poder de compra.

 

As afirmações são do economista Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central do Brasil, durante a live Canal Aberto realizada pela Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB-SP), no dia 10 de março. O último encontro contou com a participação do Romeu Zema, governador de Minas Gerais, e o conteúdo pode ser lido aqui. Franco também destacou três imprevistos importantes que impactaram a chegada de Arthur Lira à presidência da Câmara dos Deputados. São eles: a demissão do presidente da Petrobras, o aumento da COVID-19 e a antecipação da pauta da lava-jato.

 

O economista também ressaltou não estar otimista com a possível aprovação da agenda de reformas. Segundo ele, o novo presidente da Câmara dos Deputados assume com outras prioridades. Sobre a aprovação do projeto de autonomia do Banco Central, Franco disse que é o início de um longo caminho a ser trilhado. Para ele, ainda estamos longe de uma liberdade do Banco Central como a existente em outros países.

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