Marcos Troyjo aborda as perspectivas para a nova inserção internacional do Brasil

O secretário de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, afirmou na última quinta-feira, dia 21 de março, durante almoço fechado com os associados da CCI França-Brasil, que a aprovação do pacote previdenciário e da reforma tributária e a abertura comercial estão entre os grandes desafios do atual governo.

“Se pararmos para olhar a história e analisarmos os países que conseguiram mudar de patamar de desenvolvimento nos últimos 70 anos, como por exemplo, a Alemanha, o Japão, China, Espanha etc, vamos observar que a conquista foi possível, em grande medida, graças à construção de uma inserção internacional dinâmica e à convicção sobre os notáveis benefícios da abertura econômica, explicou Troyjo. “O aumento de produtividade decorrente da abertura econômica (comercial e de investimentos) assegurou um crescimento menos volátil e sustentável de dezenas de nações.

De acordo com Troyjo, a viagem presidencial brasileira aos Estados Unidos foi uma iniciativa importante que poderá favorecer o destravamento de algumas barreiras tais como o ingresso do país na OCDE. “Nesse cenário, a entrada do Brasil para Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) também será muito importante na medida em que amplia o compromisso do país com as melhores práticas e padrões de governança corporativa e governamental”, ressaltou.

“Isso favorece o processo de avanço das reformas estruturais no Brasil por meio de compromissos institucionais”. Segundo Troyjo, “os acordos comerciais de hoje e possivelmente os dos próximos 30 anos serão sobre muito mais sobre padrões e não tanto sobre tarifas e cotas. Isso se estende também para avanços relevantes nas questões ambientais, trabalhistas e sociais”, explicou Troyjo.

“Estamos nos estruturando para essa nova forma de competição internacional. Queremos celebrar até o final do corrente ano o acordo da União Européia com o MERCOSUL”, enfatizou o secretário. “Todas essas ações exigem uma agenda holística, pois vamos fazer avanços compactuados com as reformas previdenciária e tributária”, afirmou. “Precisamos estar preparados para responder qual é a nossa política comercial e como será o Brasil que queremos nos próximos anos”, concluiu.

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