Como o mindfulness pode ajudar no tratamento do burnout

A Organização Mundial de Saúde (OMS) acaba de classificar oficialmente a síndrome de burnout como um fenômeno que afeta a saúde de trabalhadores em todo o mundo.  Segundo pesquisa da International Stress Management Association (Isma-BR), 32% dos brasileiros sofrem do mal, sendo que 92% deles continuam operacionais. A terapia por meio do minfulness é cada vez mais aconselhada para enfrentar esses casos.

As informações são da psicóloga Malu Favarato, que trabalha no Centro Mente Aberta, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ela foi a convidada da última reunião da Comissão Mundo do Trabalho, da Câmara de Comércio França-Brasil de São Paulo (CCIFB-SP), realizada no dia 5 de setembro. O último encontro do grupo abordou como reduzir custos com planos de saúde.

A síndrome de burnout se manifesta quando a pessoa não percebe mais recompensa nas tarefas cotidianas realizadas. Caracteriza-se como uma falta total de energia no trabalho ou um cinismo em relação às tarefas. Um completo esgotamento. Conforme dados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), 10% dos afastamentos no trabalho já são devidos ao mal.

Segundo Malu Favarato, existem três tipos de pacientes acometidos pela síndrome de burnout. Os primeiros são denominados “Frenéticos”, geralmente em pessoas com ambição excessiva para bater metas, sem reconhecer as próprias limitações.

Os pacientes de segundo tipo da síndrome de burnout são classificados como os “Sem desafios”. São pessoas que trabalham em condições monótonas e costumam ter um comportamento escapista. Os terceiros são os “Desgastados”, indivíduos que necessitam bastante de reconhecimento e que passam a ter desesperança por sentimentos de incompetência ou ineficiência no trabalho.

Para vencer essa quase epidemia, Malu Favarato explica que o mindfulness é uma prática cada vez mais reconhecida. O que explica isso é que a falta de atenção também é um fenômeno que se espalha pela sociedade atual. Pesquisa da Universidade de Harvard mostra que as pessoas hoje estão desatentas em 47% do tempo em que estão acordadas.

Jon Kabat-Zinn, criador do mindfulness, afirma que a prática pode ser definida como “estar presente propositalmente no momento presente sem julgamento”. O objetivo é fugir do risco de ruminação por acontecimentos passados – que levam à depressão – e do risco de preocupação com o futuro – que levam à ansiedade pelas antecipações temerosas. Dois fenômenos associados à síndrome de burnout.

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