O mercado de relojoaria do luxo no pós-pandemia

Um dos grandes vilões do mercado de relojoaria do luxo no Brasil sempre foi o alto imposto. A afirmação é de Marcelo Giusti, responsável pela abertura da primeira boutique da Panerai no Brasil, durante live da comissão do Luxo da Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB-SP), realizada no dia 5 de novembro. Outro entrave, segundo ele, é a demora para a chegada dos lançamentos. Giusti ressaltou que algumas peças que estavam à disposição na Europa ou na Ásia no prazo de 40 dias, só estavam disponíveis no mercado brasileiro depois de três ou quatro meses.

 

De acordo com Giusti, as marcas têm apostado em experiências para atrair o cliente. Isso porque, segundo ele, o consumidor do mercado de relojoaria de luxo é um cliente internacional, que viaja para vários países e que pesquisa valores e novidades pela internet. Hoje, o desafio das marcas é atrair esse cliente para as lojas com peças de diferentes modelos para pronta-entrega que podem custar cerca de 600 mil euros.  Giusti ressaltou também que esses clientes já chegam na loja sabendo conhecendo todos os detalhes da peça.

 

Outro ponto sinalizado por Giusti é a mudança do perfil dos eventos do mercado de relojoaria de luxo no pós-pandemia. A aposta agora das áreas de marketing é em experiências exclusivas e mais personalizadas. Outra tendência, segundo ele, foram as lives com CEOs das marcas para apresentar lançamentos e trocar conhecimentos com os clientes, como uma forma inovadora de aproximação e fidelização. O último encontro da comissão debateu as três questões-chave do novo normal no mercado de luxo e pode ser lida aqui.

^