Tendências Globais de Capital Humano 2019: estudo da Deloitte revela as questões que estão transformando as estratégias das empresas

Diariamente, empresas precisam se reinventar para melhorar suas atividades operacionais e, ao mesmo tempo, gerar um maior engajamento com seu público. É o que aponta a pesquisaTendências Globais de Capital Humano” de 2019 da Deloitte. A pesquisa entrevistou mais de 10 mil líderes de negócios e de Recursos Humanos de 119 países, sendo 194 brasileiros e 189 franceses.

Motivo pelos quais trabalhadores deixam seus empregos

Um fato interessante revelado pela pesquisa da Deloitte é que, 85% dos trabalhadores de todo o mundo não estão totalmente envolvidos no seu trabalho, o que os leva a deixarem seus empregos. 

Trabalhar horas extras e dificuldades em lidar com o estresse financeiro e mental também são fatores críticos que levam as pessoas a desistirem de seus empregos. 

Ainda segundo as “Tendências Globais de Capital Humano” de 2019, mais de 50% dos entrevistados disseram achar que seus funcionários teriam mais facilidade em encontrar um novo emprego em uma nova empresa do que dentro da empresa atual.

No entanto, estudos recentes revelam que a principal razão das pessoas deixarem seus empregos são a dificuldade de aprender e crescer. 

Quarta Revolução Industrial impacta o ambiente corporativo, diz pesquisa

Não há dúvidas que a Quarta Revolução Industrial está modificando questões sociais, políticas e econômicas. Para os entrevistados na pesquisa da Deloitte são essas questões que estão transformando a estratégia de muitas empresas.

Questões como desigualdade salarial e de renda, e o papel dos negócios na sociedade estão em debate. Além disso, tensões relacionadas à empresa social estão sendo refletidas nas preocupações trabalhistas, regulatórias e comunitárias do mundo inteiro.

 Através da Tecnologia da Informação, da Inteligência Artificial e da automação, provenientes da Indústria 4.0, nota-se a necessidade de colocar o significado de volta ao trabalho. 

Empresas precisam se reinventar e focar nos seres humanos, aponta estudo da Deloitte

Segundo a pesquisa, frente aos avanços da Inteligência Artificial, tecnologias disruptivas e da automação, 86% dos entrevistados afirmaram precisar reinventar suas capacidades de aprender.

A pesquisa revelou ainda que após quase 10 anos de crescimento econômico, e apesar do foco em transformação digital, 84% dos entrevistados disseram precisar reavaliar suas estratégias na força de trabalho para aumentar a produtividade. 

Diante das pressões para se adaptar à uma área de trabalho mais diversificada, 80% dos líderes entrevistados acreditam que precisam desenvolver lideranças de um modo diferente.

Embora essas afirmações possam parecer problemas atemporais de capital humano, hoje, estão surgindo em um novo contexto: a interpretação social. 

A pesquisa de 2018 da Deloitte, descreveu a ascensão da interpretação social como empresas cuja missão combinam crescimento de receita e lucro com a necessidade de respeitar e apoiar seu ambiente e sua rede de partes interessadas. 

Este ano, no entanto, a pesquisa da Deloitte acredita que as pressões que impulsionaram a ascensão da interpretação social estão forçando organizações a irem além de suas missões para aprenderem a liderar uma empresa social, focada no ser humano.  

Principais Tendências Globais de Capital Humano 

Para ajudar empresas a se reinventarem e se enquadrarem no “foco humano”, a Deloitte listou 5 princípios que servem como pontos de referência para as empresas sociais. São eles:

1) Propósito e significado:

Essa tendência consiste em oferecer aos trabalhadores e às empresas um senso de propósito no trabalho, buscando, além de lucro, ações que tragam benefícios para os clientes e para a sociedade. 

Um dos maiores desafios apontados pelos participantes da pesquisa da Deloitte é melhorar a chamada “experiência do funcionário”. 85% dos respondentes classificaram essa questão como importante e, 28%, como urgente. 

No entanto, o conceito de experiência do funcionário é insuficiente, uma vez que esses líderes falham em captar a necessidade de atribuir um significado no trabalho que as pessoas procuram. 

Desse modo, a Deloitte vê essa questão como uma oportunidade para as empresas se atualizarem e expandirem seus conceitos de “experiência humana” no trabalho, baseando-se no entendimento das aspirações dos trabalhadores em associar seus empregos ao impacto que estes causam não apenas na empresa, mas na sociedade como um todo;

2) Ética e qualidade:

A segunda tendência global de capital humano apontada pela Deloitte diz respeito ao uso de dados e tecnologias. 

Cada vez mais empresários compreendem que os trabalhos do futuro são mais digitais e multidisciplinares. Esses, no entanto, são orientados por dados e informações. A maioria dos respondentes disseram esperar aumentar ou aumentar significativamente o uso de Inteligência Artificial, tecnologias cognitivas, robótica e processos automatizados nos próximos três anos.

No entanto, a Deloitte aponta que o uso desses exigem condutas éticas, íntegras e confiáveis.

Além disso, a consultoria ressalta que o chamado “trabalho alternativo”, como o freelancer, hoje cresceu e se tornou popular. Essa nova força de trabalho, no entanto, faz com que as empresas precisam repensar, de maneira estratégica, em novos tipos de trabalhos e funções. Além disso, faz com que as empresas procurem novas ferramentas e treinamentos, e como utilizá-los da melhor forma. 

3) Crescimento e motivação:

De acordo com a Deloitte, empresas cujas projeções de empregos, trabalhos e missões organizacionais estão bem definidas, viabilizam maior entusiasmo e crescimento pessoal. Além disso, proporciona insights individuais.

Motivar sua equipe é o sonho de todo empresário. No entanto, apenas 11% dos líderes de negócio entrevistados na pesquisa afirmaram estar com seus sistemas de recompensa altamente alinhados com os objetivos de suas organizações. Já 23% dos respondentes afirmaram não saber quais recompensas seus funcionários valem.

Assim, a Deloitte aconselha as empresas a focar na construção de relacionamentos com seus trabalhadores, a fim de saber a melhor maneira de recompensá-los e motivá-los.

4) Colaboração e desenvolvimento:

A quarta tendência global da Deloitte defende que construir ou aprimorar o condicionamento de equipes em uma visão mais humana pode gerar relacionamentos de trabalho produtivos.

Segundo a pesquisa, 31% dos líderes entrevistados disseram que operam em sua maioria, ou quase totalmente, em equipes. Já outros 65% afirmaram trabalhar com o modelo de hierarquias, mas com algum trabalho multifuncional em equipe.

No entanto, a maioria das empresas ainda não adotaram um trabalho em equipe que façam com que a mesma se envolva com seu trabalho. Muitas organizações ainda estão lutando para criar programas e incentivos que também apoiam as equipes;

5) Transparência e abertura:

A quinta e última das cinco Tendências Globais de Capital Humano da Deloitte diz que o compartilhamento de informações e a discussão transparente sobre os desafios e as barreiras dos negócios podem alcançar uma mentalidade de crescimento.

Desse modo, os líderes de negócios devem compreender que para serem eficazes e alcançarem o sucesso, estes devem adotar uma abordagem diferenciada para alcançar objetivos de negócios tradicionais.

Essa abordagem deve levar em conta o novo conteúdo que esses objetivos devem ser alcançados. Além disso, a abordagem deve se basear em novas competências críticas. Além de incluir liderar através de mudanças, treinamentos e testes com a equipe. Essas ações devem dar-lhes um motivo e a real importância de seus empregos -, e incertezas.

Os líderes de negócios devem compreender ainda que tecnologias digitais comandadas por Inteligência Artificial podem ajudá-los a superar um obstáculo e alcançar seus objetivos.

Empresas adotam soluções com gamificação para engajar funcionários

Segundo as Tendências Globais de Capital Humano da Deloitte, destaca-se a importância de empresários motivarem suas equipes. 

Atribuir um propósito e um significado para seus empregos, faz com que os funcionários fiquem satisfeitos com seus cargos e produzam 50%mais

Sendo assim, uma das técnicas que está sendo utilizada em muitas empresas é a gamificação. A gamificação é uma solução tecnológica que consiste em usar ferramentas de jogos para treinar e motivar uma equipe.

 Uma vez que um funcionário ou uma equipe conquista um objetivo, a gamificação permite que estes troquem os pontos adquiridos por benefícios. 

De acordo com especialistas, o desafio seguido de recompensa estimula os funcionários a se comprometerem com seus trabalhos, querendo chegar até o fim da jornada e ganhar algo em troca. 

Ainda de acordo com especialistas, é fundamental que as empresas observem se seus funcionários são competitivos ou não, para então procurar uma solução gamificada para gerar engajamento.

A Deloitte

A Deloitte é uma multinacional inglesa líder em consultoria, auditoria e demais serviços, como assessoria financeira e consultoria tributária. 

Com mais de 150 anos de história, a consultoria é associada à Câmara de Comércio França-Brasil São Paulo (CCIFB-SP). Desde então, a Deloitte se compromete em fazer a diferença em todos os serviços prestados.

Atualmente, a Deloitte conta com um time de 312 mil funcionários, operando em 150 países, com cultura e valores sólidos. 

O sucesso da Deloitte é tão significativo, que a consultoria atende quatro a em cada cinco companhias do Fortune Global 500®.

A CCIFB valoriza o capital humano e estimula empresas a adotarem soluções tecnológicas para motivarem suas equipes

Fundada há 119 anos, a Câmara de Comércio França-Brasil promove o desenvolvimento das relações econômicas, financeiras, comerciais, industriais, científicas e culturais entre a França e o Brasil.

Suas unidades regionais, como a unidade da CCIFB-SP contam com diversas comissões. Essas, no entanto, realizam eventos e reuniões. Essas reuniões visam gerar uma maior integração entre os membros de cada comissão e seus associados. Além disso, têm como objetivo propagar novos conceitos e gestão e negócios aos associados. 

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