Três questões-chave do novo normal no mercado de luxo

Os pontos de vendas estão corretos e integrados ao e-commerce?  Deve-se apostar na Inteligência Artificial (IA) ou na Inteligência Natural (IN) para escolher os produtos corretos aos consumidores? Qual o nível ideal de estoque no negócio para garantir a competitividade de custos? São essas as questões que vão poder definir a eficiência na oferta com o surgimento do novo normal no mercado de luxo.

 

As informações são do especialista em marketing Leonardo Gullo, ex-diretor comercial da Hermès para a América Latina, durante live realizada pela Comissão do Luxo da Câmara de Comércio Internacional França-Brasil de São Paulo (CCIFB-SP) no dia 8 de outubro. A última live do grupo foi com as executivas das empresas Studio W Cabelereiros e da JL Óculos.

 

De acordo com Gullo, o marketing no mercado de luxo deve focar essencialmente na experiência dos usuários. Seja no ambiente on-line ou off-line, a prioridade deve ser oferecer um atendimento que cause uma impressão indelével nas pessoas. Como exemplo, citou a iniciativa da loja da Hermès no Shopping Iguatemi de oferecer potes de água para os pets dos clientes, personalizados com letras magnéticas que formavam o nome do bicho de estimação. Além da satisfação do visitante, a iniciativa gerava imagens que eram compartilhadas espontaneamente no Instagram pelos consumidores.

 

Algo que já pede a atenção do mercado de luxo é a ascensão dos games. A Burger King, por exemplo, teve a ideia de patrocinar um time da quarta divisão do futebol inglês. Por quê? Porque essa equipe, mesmo na última posição, também figuraria com seu uniforme patrocinado no game oficial da Fifa, praticado por milhões de usuários. Por meio de uma promoção, o escrete do Stevenage Football Club foi o mais utilizado pelos usuários britânicos, uma promoção de marca por um valor incrivelmente baixo.

 

A Gucci já seguiu a mesma linha. Criou o certame Gucci Open em um dos maiores games mobile do mundo, o Tennis Clash. Lá, os praticantes podem comprar roupas e uniformas da marca, por valores que chegam até US$ 10 mil por um vestido.  A Estèe Lauder  lançou também um jogo on-line para os seus usuários, o Anrcarde.

 

Para o especialista, o marketing digital no mercado de luxo no novo normal vai exigir das empresas a medição precisa dos diferentes canais com os clientes. O e-commerce, por exemplo, pede que se avalie o percentual de vendas on-line, bem como de clientes híbridos. Já os Search Engine Marketing (SEM) e Search Engineering Optimization (SEO) pedem a averiguação do custo por aquisição. Quanto ao e-mail marketing, o importante é anotar as taxas de cliques e de conversão. Por fim, nas mídias sociais, o engajamento com o conteúdo próprio, a taxa de conversão paga e o custo por venda são os melhores critérios de acompanhamento.

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